Residência Milton Sabag. Arquiteto Miguel Juliano, 1972Principais preocupações do arquiteto:
- Atenuar as condições térmicas locais
- Reduzir o barulho proveniente do exterior.
Residência Milton Sabag, arquiteto Miguel Juliano, 1972.
Foto: Lílian Diniz Ferreira
Foto: Lílian Diniz Ferreira
Solução: foi criado no projeto paisagístico uma “duna“ sob o pergolado dos dormitórios, que tinha por função isolar acusticamente. Para manter a casa sempre ventilada, foi criado um sistema de ventilação natural por convecção com blocos de isopor separando as duas lajes. Desta maneira, o calor externo não atinge o interior da habitação.
Planta da Residência Milton Sabag, arquiteto Miguel Juliano, 1972. Na área dos dormitórios foi criado um elemento paisagístico que impede a passagem do ruído da rua. Fonte: Revista Casa & Jardim, nº 254, 1976, p. 30.
O programa desta casa térrea que feita para um casal e cinco filhos contempla 4 dormitórios, banheiros, cozinha, dependência para empregados, além de uma ampla sala de estar que se abre para um terraço com vista para o mar. Como o conjunto sala-terraço se encontra em um nível elevado em relação ao restante da casa e a rua, a visual para o mar fica garantida. A cozinha que se encontra no mesmo nível, possui aberturas para o terraço, se integrando assim com a churrasqueira. Esse terraço é o elemento de ligação entre o exterior e o interior, funcionando como extensão natural do estar.
Admirador da obra de Artigas, Miguel Juliano demonstra nesta casa seu alinhamento com a escola paulista. Desde a utilização do concreto aparente até a organização da planta, percebem-se elementos que são constantes entre o repertório desses arquitetos.Corte da Residência Milton Sabag, arquiteto Miguel Juliano, 1972.
Fonte: Revista Casa & Jardim, nº 254, 1976, p. 30.
Um comentário:
Miguel Juliano foi um gênio, um criador nato. Devíamos cultivar mais a memória de grandes brasileiros como ele.
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